Morte de Preta Gil: artista, empreendedora e voz que abriu caminhos

A morte de Preta Gil aos 50 anos, neste domingo (20), em Nova York, marca o fim de um ciclo — mas não o fim de seu impacto. Porque Preta era muito mais do que cantora: era uma empresária visionária, ativista e estrategista nata.

Diagnosticada com câncer colorretal em 2023, enfrentou a doença com a mesma postura com que sempre conduziu sua carreira: de frente, sem rodeios, e com coragem até o último instante.

Uma trajetória que vai além dos palcos

Filha de Gilberto Gil, Preta Maria Gadelha Gil Moreira construiu seu próprio nome com autenticidade. Ao longo de sua carreira, lançou álbuns marcantes, apresentou programas de TV, protagonizou campanhas e, principalmente, criou conexões profundas com o público.

Mas foi como empresária que surpreendeu muitos: em 2017, fundou a Mynd, uma agência voltada ao marketing de influência que se tornou referência no mercado. A empresa foi peça-chave na profissionalização de influenciadores e na consolidação de narrativas diversas na publicidade.

Comandando uma equipe majoritariamente feminina e diversa, Preta rompeu barreiras raciais, de gênero e de padrão estético, ao mesmo tempo em que transformou criadores em marcas e marcas em conversas reais com o público.

Se quiser entender mais sobre esse mercado, veja nosso artigo sobre como funciona o marketing de influência no Brasil.

A força de uma mulher que não pedia permissão

Preta Gil não cabia em rótulos. Negra, gorda, bissexual, mãe, empresária, artista — e absolutamente inteira em tudo que fazia. Fez de sua imagem uma plataforma de luta e inspiração.

A frente da Mynd, impulsionou grandes campanhas para empresas como Coca-Cola, Avon, Natura e P&G. Venceu o prêmio Caboré em 2019, um dos maiores reconhecimentos da publicidade nacional. E nunca deixou de ser artista — seja com microfone na mão, seja liderando reuniões de negócio.

Você pode conhecer mais histórias como a dela em nosso especial com mulheres negras empreendedoras que estão mudando o Brasil.

Homenagens e comoção nacional

A notícia de sua morte gerou uma onda de comoção. Artistas, políticos e milhares de fãs se pronunciaram.

“Ela foi luz até o fim. Generosa, verdadeira e revolucionária.” — escreveu Luciano Huck
“Preta era potência em forma de gente.” — declarou a ministra Anielle Franco

Veja também: As últimas homenagens a Preta Gil nas redes sociais

Um legado vivo

Preta Gil deixa um legado que ultrapassa a música: deixa uma nova forma de empreender, comunicar e ocupar espaço. Deixa a Mynd, seu filho Francisco, e milhões de admiradores que entenderam que é possível viver com verdade — mesmo sob holofotes ou pressão.

Sua morte é uma perda profunda. Mas seu legado é chama que não se apaga.

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