A Menina que Não Falava ganha adaptação teatral no Rio

COLABORAÇÃO TOK

Diego Martins · Colunista

Imagem de divulgação da adaptação teatral de A Menina que Não Falava, espetáculo infantil apresentado no Rio de Janeiro.
Espetáculo A Menina que Não Falava leva ao teatro uma história sobre mutismo seletivo e ansiedade infantil. Crédito: Literare Books International.

Baseado no livro de Francilene Torraca e Natasha Ganem, espetáculo infantil musicado estreia em novembro, na Tijuca, e utiliza arte e fantasia para abordar o mutismo seletivo e a ansiedade na infância.

Por Diego Martins | Colaborador TOK

O livro A Menina que Não Falava, de Francilene Torraca e Natasha Ganem, ganha uma adaptação para o teatro no Rio de Janeiro. O espetáculo infantil musicado será apresentado nos dias 8, 14, 15, 21 e 22 de novembro de 2026, às 15h, no Teatro Henriqueta Brieba, localizado no Tijuca Tênis Clube.

A montagem leva aos palcos a história de Anna, personagem que enfrenta dificuldades de comunicação relacionadas ao mutismo seletivo. Para apresentar o tema, a produção utiliza música, fantasia, humor e emoção.

Renata Maia assina a adaptação, a direção e a concepção cênica. Já a produção é da TaBah Produções, de Taís Bahia.

Além de abordar a ansiedade infantil, a iniciativa mostra como uma obra literária pode alcançar novos públicos por meio do teatro. Assim, o projeto conecta literatura, educação e produção cultural.

A Menina que Não Falava leva história de Anna aos palcos

Publicada pela Literare Books International, a obra apresenta a trajetória de Anna, uma menina que convive com o mutismo seletivo.

O livro foi desenvolvido para abordar a condição de maneira acessível. Dessa forma, busca ajudar crianças, familiares e educadores a compreender melhor situações em que a ansiedade interfere na comunicação.

Agora, a adaptação teatral utiliza recursos cênicos para ampliar essa proposta.

Segundo a organização, o espetáculo pretende informar sem assustar o público infantil. Por isso, combina situações emocionais com música, humor e fantasia.

A proposta não é transformar a apresentação em uma aula. Pelo contrário, a produção procura criar uma experiência artística capaz de despertar conversas sobre sentimentos, comunicação e acolhimento.

Essa relação entre arte e desenvolvimento infantil dialoga com a reportagem do Portal TOK sobre habilidades emocionais, comunicação e desenvolvimento das crianças.

O que é mutismo seletivo e como o teatro aborda o tema?

O mutismo seletivo é uma condição relacionada à ansiedade. A criança pode conseguir falar em determinados ambientes, mas apresentar dificuldade persistente de comunicação verbal em outras situações sociais.

Por exemplo, algumas crianças conseguem conversar em casa, mas não falam na escola ou diante de pessoas menos familiares.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o mutismo seletivo integra o conjunto dos transtornos de ansiedade e afeta principalmente crianças.

Entretanto, a dificuldade de falar em uma situação específica não significa, por si só, que uma criança tenha o transtorno. A avaliação exige atenção ao contexto, à persistência dos sinais e à orientação de profissionais qualificados.

Na adaptação teatral, essa temática aparece por meio da história de Anna. A narrativa convida o público a observar sentimentos e comportamentos que nem sempre são expressos verbalmente.

Assim, o espetáculo busca estimular a empatia, sem substituir o acompanhamento profissional quando ele é necessário.

Renata Maia dirige a adaptação de A Menina que Não Falava

A adaptação, a direção e a concepção cênica são de Renata Maia, profissional com experiência em produções voltadas ao público infantil.

Entre seus trabalhos recentes está Arca2NovosBichos, montagem na qual assinou o texto, a direção geral e as coreografias.

O espetáculo reuniu música, dança e conteúdo pedagógico, com participação de mais de 25 artistas em cena, segundo o material de divulgação.

Em A Menina que Não Falava, Renata utiliza o teatro musical para trabalhar uma narrativa relacionada à saúde emocional infantil.

Essa abordagem exige a combinação de diferentes linguagens artísticas. Afinal, texto, interpretação, música e elementos visuais precisam contribuir para a compreensão da história.

Ao mesmo tempo, a adaptação deve respeitar o tema central da obra original.

TaBah Produções assina a montagem no Rio de Janeiro

A produção do espetáculo é da TaBah Produções, sob responsabilidade de Taís Bahia.

A profissional também participou de Arca2NovosBichos, no qual desenvolveu projeções de animação utilizadas na cenografia.

Na nova montagem, a produtora integra o processo de transformação de uma narrativa literária em espetáculo.

Um projeto dessa natureza pode reunir diversas atividades profissionais, como adaptação de texto, direção, cenografia, iluminação, comunicação e organização de apresentações.

Por isso, o teatro também faz parte da economia criativa. Além de apresentar histórias, esse setor mobiliza conhecimentos artísticos, técnicos e de gestão.

O Portal TOK acompanha diferentes propostas de produção cênica, como a reportagem sobre a importância da acessibilidade nas apresentações teatrais.

Essas iniciativas mostram diferentes maneiras de aproximar a produção cultural das necessidades e experiências do público.

Francilene Torraca destaca a importância de acolher a infância

Uma das autoras do livro, Francilene Torraca desenvolve trabalhos relacionados à ansiedade infantil e ao mutismo seletivo.

Psicóloga, neuropsicóloga, psicopedagoga, mestre em Psicologia e pesquisadora, ela também atua na produção de conteúdo voltado à compreensão de questões emocionais de crianças e adolescentes.

Para Francilene, o espetáculo deve combinar entretenimento e reflexão.

“Queremos falar de um assunto sério através da leveza. A criança precisa se divertir, cantar e se envolver com a história. Ao mesmo tempo, queremos que os adultos saiam do teatro olhando com mais atenção para aquilo que uma criança pode comunicar através do comportamento, do medo, do silêncio ou da evitação”, afirma Francilene Torraca.

A declaração resume a proposta da montagem: despertar a atenção de adultos e crianças sem transformar a narrativa artística em orientação clínica.

Além disso, reforça o valor da escuta e da compreensão das diferentes formas de expressão na infância.

Livro ganhou continuação e ampliou seu alcance editorial

A Menina que Não Falava foi publicado pela Literare Books International e conquistou o selo de best-seller, conforme informações editoriais.

A obra original, assinada por Francilene Torraca e Natasha Ganem, utiliza a literatura infantil como recurso de psicoeducação.

Em 2026, a história ganhou continuidade com A Menina que Não Falava… e Agora Não Para de Falar!, também publicada pela Literare Books.

Segundo a divulgação, a sequência acompanha uma nova etapa da trajetória de Anna. O material informa ainda o lançamento de uma versão em inglês no mesmo ano.

Essa expansão amplia as formas de circulação do conteúdo e permite alcançar diferentes públicos.

Informações sobre a obra original podem ser consultadas no catálogo oficial da Literare Books International.

Literatura, teatro e economia criativa: um projeto além do livro

A adaptação de A Menina que Não Falava apresenta uma conexão com o empreendedorismo cultural.

Uma história publicada em livro pode ganhar outras formas de apresentação. No entanto, essa transformação exige decisões criativas, trabalho especializado e organização de produção.

No caso da montagem, a narrativa literária passa a utilizar recursos próprios do teatro, incluindo interpretação, música e concepção cênica.

Além disso, a circulação da obra por diferentes formatos amplia as oportunidades de contato com o público.

Essa estratégia faz parte do funcionamento da economia criativa, na qual conteúdos culturais podem originar novos projetos e experiências.

O TOK também acompanha iniciativas ligadas à literatura infantil, como a reportagem sobre o livro A Sereia e o Urso e a criação de narrativas para crianças.

Em A Menina que Não Falava, o diferencial está na união entre uma história com finalidade educativa e o trabalho de profissionais do teatro.

Portanto, o espetáculo apresenta uma iniciativa de produção cultural com proposta de sensibilização social.

Obras de Francilene Torraca abordam a ansiedade infantojuvenil

Além de A Menina que Não Falava, Francilene Torraca desenvolve outros projetos editoriais ligados à saúde emocional infantil.

Ao lado de Carolina Perrotta, coordena a coleção Entendendo a Ansiedade Infantojuvenil.

Segundo o material de divulgação, o primeiro volume recebeu reconhecimento comercial como best-seller. Já em 2026, a coleção ganhou um segundo volume.

As publicações buscam aproximar conhecimentos especializados das necessidades de famílias, educadores e profissionais que acompanham crianças e adolescentes.

Entretanto, livros e espetáculos educativos não substituem diagnóstico, avaliação ou acompanhamento de saúde mental.

Quando uma criança apresenta dificuldades persistentes de comunicação ou sofrimento associado à ansiedade, familiares e responsáveis devem procurar orientação de profissionais habilitados.

Onde assistir a A Menina que Não Falava no Rio?

O espetáculo será apresentado no Teatro Henriqueta Brieba, localizado no Tijuca Tênis Clube, na Rua Conde de Bonfim, 451, na Tijuca, Rio de Janeiro.

As sessões estão previstas para os dias 8, 14, 15, 21 e 22 de novembro de 2026, sempre às 15h.

Os ingressos e as informações sobre disponibilidade podem ser consultados na página oficial de A Menina que Não Falava na Sympla.

O release não informa os preços, a classificação indicativa ou a duração do espetáculo. Por isso, recomenda-se verificar esses dados diretamente com a produção antes da compra.

Serviço — A Menina que Não Falava

Espetáculo: A Menina que Não Falava — infantil musicado

Obra original: Francilene Torraca e Natasha Ganem

Editora: Literare Books International

Adaptação, direção e concepção cênica: Renata Maia

Produção: TaBah Produções / Taís Bahia

Local: Teatro Henriqueta Brieba — Tijuca Tênis Clube

Endereço: Rua Conde de Bonfim, 451, Tijuca, Rio de Janeiro (RJ)

Datas: 8, 14, 15, 21 e 22 de novembro de 2026

Horário: 15h

Ingressos: Sympla — A Menina que Não Falava

Valores e classificação indicativa: consultar a organização

Perguntas frequentes sobre A Menina que Não Falava

Quando acontece a peça A Menina que Não Falava?

O espetáculo terá sessões nos dias 8, 14, 15, 21 e 22 de novembro de 2026, sempre às 15h.

Onde será apresentada A Menina que Não Falava?

A montagem será apresentada no Teatro Henriqueta Brieba, no Tijuca Tênis Clube, na Rua Conde de Bonfim, 451, na Tijuca, Rio de Janeiro.

Quem escreveu o livro A Menina que Não Falava?

O livro foi escrito por Francilene Torraca e Natasha Ganem e publicado pela Literare Books International.

O que é mutismo seletivo?

É uma condição relacionada à ansiedade na qual uma criança pode falar em alguns ambientes, mas apresenta dificuldade persistente para falar em determinadas situações sociais. Sua identificação exige avaliação profissional.

Onde comprar ingressos para o espetáculo?

Os ingressos estão disponíveis na página do evento na Sympla, onde o público pode verificar os valores e as condições de venda.


Colaboração: Diego Martins | Colaborador TOK

Crédito da imagem: Literare Books International

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