Filho da Margem estreia no Sesc Copacabana e marca nova fase da Cia. Boca do Mundo

COLABORAÇÃO TOK

Diego Martins · Colunista

Imagem de divulgação do espetáculo de dança Filho da Margem, da Cia. Boca do Mundo
“Filho da Margem” encerra trilogia de dança e espiritualidade de Marcio Cunha. Foto: Leonardo Miranda.

Com direção de Marcio Cunha, espetáculo de dança contemporânea encerra trilogia sobre corpo e espiritualidade. Temporada acontece de 29 de outubro a 8 de novembro, no Rio de Janeiro.

Por Diego Martins | Colaborador TOK

O espetáculo de dança Filho da Margem estreia em 29 de outubro de 2026, no Mezanino do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro. A montagem marca uma nova etapa da trajetória do coreógrafo e performer Marcio Cunha e inaugura oficialmente a fase de sua companhia sob o nome Cia. Boca do Mundo.

Com direção e idealização do artista, a produção encerra uma trilogia dedicada à relação entre corpo e espiritualidade. O percurso começou com Pipoca, em 2022, e continuou com Boca do Mundo, em 2023.

Além do conteúdo artístico, a estreia apresenta uma história de continuidade profissional. A companhia reúne pesquisa, criação coletiva e uma equipe de diferentes especialidades para desenvolver um novo espetáculo.

A temporada segue até 8 de novembro, com apresentações às quintas e sextas-feiras, às 20h30, e aos sábados e domingos, às 19h. O projeto integra o Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026.

Filho da Margem encerra trilogia de dança e espiritualidade

Em Filho da Margem, Marcio Cunha divide o palco com as intérpretes-criadoras Carla Stank e Joana Carelli.

Juntos, os três artistas desenvolvem uma criação inspirada na relação entre corpo e espiritualidade presente nas tradições dos orixás.

A proposta cênica apresenta um ebó dançado, descrito pela equipe como uma oferenda realizada por meio do corpo, para e com Logunedé.

Na narrativa artística, a figura de Logunedé representa um ponto de encontro entre diferentes espaços e características. Filho de Oxóssi e Oxum, ele aparece associado à imagem de um caçador encantado que transita entre a mata e o rio.

Por isso, o título do espetáculo possui um significado central. A margem representa justamente esse território de encontro, no qual a água e a floresta se aproximam.

Assim, os movimentos dos intérpretes exploram as possibilidades expressivas dessa relação simbólica.

Marcio Cunha explica a proposta artística de Filho da Margem

Segundo o diretor, a nova montagem dá continuidade a uma investigação que atravessa diferentes obras de sua trajetória.

“Este espetáculo fecha uma trilogia que fala da relação entre corpo e espiritualidade, trazendo encruzilhadas com os arquétipos e itans dos orixás e com as danças populares brasileiras”, conta Marcio Cunha.

O artista também explica a relação entre os três trabalhos.

“‘Filho da Margem’ segue a perspectiva dos outros dois trabalhos, ‘Pipoca’ e ‘Boca do Mundo’, feitos a partir dos arquétipos dos orixás Omolú e Exu. Este é com Logunedé”, completa o diretor.

A sequência evidencia a importância da pesquisa continuada no desenvolvimento de um repertório artístico.

Em vez de apresentar obras isoladas, Cunha constrói um percurso no qual diferentes criações compartilham questões estéticas e referências culturais.

Ao mesmo tempo, cada espetáculo desenvolve uma abordagem própria, com novos elementos de movimento e interpretação.

Cia. Boca do Mundo inicia uma nova etapa de identidade artística

A estreia também marca uma mudança na apresentação pública da companhia.

Anteriormente, o grupo levava o nome de seu coreógrafo. Agora, passa a utilizar a denominação Cia. Boca do Mundo.

Essa decisão representa um novo momento na identidade do projeto artístico. Embora Marcio Cunha continue responsável pela direção, o nome da companhia ganha protagonismo como referência coletiva.

Para quem trabalha na economia criativa, a construção de uma identidade reconhecível é parte importante da continuidade profissional.

Uma companhia de dança precisa desenvolver repertório, comunicar sua proposta, organizar apresentações e estabelecer relações com espaços culturais e espectadores.

Entretanto, a mudança de nome, por si só, não comprova uma alteração na estrutura administrativa ou no modelo de negócio do grupo. O release apresenta essa transformação como uma decisão de identidade artística.

O tema dialoga com outras trajetórias acompanhadas pelo TOK, como a reportagem sobre a construção de uma carreira artística a partir de identidade cultural e produção autoral.

Embora dança e música tenham processos criativos diferentes, ambas dependem de continuidade, repertório e conexão com o público.

Como a produção de dança movimenta a economia criativa?

Uma apresentação de dança envolve muito mais profissionais do que os artistas que aparecem no palco.

No caso de Filho da Margem, a ficha técnica reúne atividades de direção, preparação de elenco, iluminação, figurino, trilha sonora, design, fotografia, vídeo, comunicação e produção.

Além disso, o trabalho exige articulação entre criação artística, ensaios e operação do espetáculo.

Essa estrutura ajuda a compreender a dança como parte da economia criativa. Afinal, um projeto cultural também mobiliza conhecimentos técnicos, trabalho especializado e serviços profissionais.

A produção inclui, por exemplo, o design de luz de Juca Baracho, a trilha sonora de Leonardo Miranda e a direção de produção de Cacau Gondomar.

Já a comunicação envolve profissionais de redes sociais e assessoria de imprensa. Dessa forma, a circulação da obra também depende de atividades realizadas fora da sala de ensaio.

Essa integração entre criação e trabalho profissional aparece em outras matérias do portal, como a cobertura sobre a produção artística de “A Dança dos Signos”, de Oswaldo Montenegro.

Nos dois projetos, equipes de diferentes áreas contribuem para transformar uma proposta criativa em uma apresentação pública.

O papel do Edital Sesc RJ Pulsar na realização do espetáculo

O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026, iniciativa de fomento e programação cultural do Sesc Rio.

Para companhias e artistas, editais representam uma possibilidade de viabilizar propostas, ampliar oportunidades de apresentação e estabelecer relações com instituições culturais.

Contudo, a seleção por edital não elimina os desafios de produção. Projetos contemplados também precisam organizar equipes, cronogramas e entregas artísticas.

No caso de Filho da Margem, o apoio está associado à realização da temporada no Sesc Copacabana.

Assim, o projeto apresenta um exemplo concreto da relação entre pesquisa artística, produção profissional e circulação cultural.

As informações sobre a montagem, sua realização e o calendário podem ser consultadas na página oficial de venda de ingressos de Filho da Margem.

Dança contemporânea e patrimônio cultural brasileiro

As referências às tradições dos orixás ocupam um lugar central na linguagem artística da montagem.

Ao trabalhar com os arquétipos de Omolú, Exu e Logunedé ao longo da trilogia, Marcio Cunha estabelece um diálogo entre movimento, memória cultural e espiritualidade.

Esse processo também envolve um compromisso com a pesquisa das referências utilizadas pelos criadores.

Na obra, os elementos simbólicos não aparecem apenas como recursos decorativos. Segundo a proposta apresentada pela companhia, eles orientam a construção do movimento e a relação entre os intérpretes.

Dessa maneira, a dança se torna uma linguagem para investigar experiências humanas e referências culturais brasileiras.

A apresentação convida o público a conhecer essa pesquisa por meio de uma criação cênica, sem exigir uma interpretação única dos símbolos presentes no espetáculo.

Filho da Margem estreia no Sesc Copacabana em 29 de outubro

A temporada de Filho da Margem começa em 29 de outubro e segue até 8 de novembro de 2026, no Mezanino do Sesc Copacabana.

As apresentações acontecem às quintas e sextas-feiras, às 20h30. Já aos sábados e domingos, as sessões começam às 19h.

O espaço fica na Rua Domingos Ferreira, 160, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O espetáculo tem duração de 50 minutos, classificação indicativa de 14 anos e capacidade informada de 150 lugares.

Além da entrada inteira, a tabela divulgada apresenta valores especiais para diferentes modalidades de credenciamento e condições de gratuidade pelo Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG).

Antes de comprar, o visitante deve verificar os requisitos de cada categoria na bilheteria ou na Ingresso.com.

Ficha técnica completa de Filho da Margem

Idealização e direção geral: Marcio Cunha.

Intérpretes-criadores: Carla Stank, Joana Carelli e Marcio Cunha.

Ensaiadora: Juliana Nogueira.

Design de luz: Juca Baracho.

Direção de arte: Marcio Cunha.

Costureira: Maria da Glória Agrello.

Trilha sonora: Leonardo Miranda.

Design gráfico: Cacau Gondomar.

Social mídia: Rafael Teixeira.

Assessoria de imprensa: Paula Catunda e Catharina Rocha.

Fotos de divulgação: Leonardo Miranda.

Fotos de cena: Carol Pires.

Videografia: Guto Neto — Semear Filmes.

Direção de produção: Cacau Gondomar.

Realização: Sesc Rio e Cia. Boca do Mundo.

Serviço — Filho da Margem no Sesc Copacabana

Espetáculo: Filho da Margem.

Companhia: Cia. Boca do Mundo.

Temporada: 29 de outubro a 8 de novembro de 2026.

Quintas e sextas: 20h30.

Sábados e domingos: 19h.

Local: Sesc Copacabana — Mezanino.

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro.

Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 36 (convênio), R$ 31 (convênio empresário), R$ 28 (credencial plena Sesc) e R$ 20 (meia-entrada). Gratuidade conforme as condições do PCG.

Vendas online: Ingresso.com — Filho da Margem.

Informações: (21) 2547-0156.

Bilheteria: terças e quartas, das 9h às 20h; quintas e sextas, das 9h às 20h40; sábados, domingos e feriados, das 13h às 19h.

Duração: 50 minutos.

Capacidade: 150 lugares.

Classificação indicativa: 14 anos.

Instagram da companhia: @ciabocadomundo.

Site do projeto artístico: Arte Marcio Cunha.

Perguntas frequentes sobre Filho da Margem

Quando estreia Filho da Margem no Rio de Janeiro?

O espetáculo estreia em 29 de outubro de 2026, no Mezanino do Sesc Copacabana, com temporada até 8 de novembro.

Quem dirige e participa do espetáculo?

Marcio Cunha assina a idealização e a direção geral. Ele também integra o elenco ao lado das intérpretes-criadoras Carla Stank e Joana Carelli.

Qual é o tema de Filho da Margem?

A obra investiga a relação entre corpo e espiritualidade, com referências às tradições dos orixás. A criação encerra uma trilogia iniciada com Pipoca, em 2022, e Boca do Mundo, em 2023.

Quanto custam os ingressos?

A entrada inteira custa R$ 40. O evento também oferece outras modalidades de ingresso, meia-entrada e gratuidade conforme os critérios do PCG. As condições devem ser consultadas na bilheteria ou na Ingresso.com.

Qual é a relação de Filho da Margem com a economia criativa?

A montagem envolve artistas e profissionais de direção, iluminação, figurino, música, audiovisual, comunicação e produção. Além disso, integra um projeto contemplado por edital de fomento cultural.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

plugins premium WordPress