São Gonçalo recebeu Festival de Contação de Histórias

Evento gratuito reuniu crianças, jovens, educadores e famílias em dois dias de programação cultural voltada à literatura e à imaginação

São Gonçalo foi palco do 1º Festival de Contação de Histórias, realizado nos dias 8 e 9 de abril de 2026, no Clube Tamarilândia, no bairro Porto Novo. Com entrada gratuita e programação voltada ao público infantojuvenil, o evento apostou no tema “Os Encantos dos Contos de Fadas” para transformar o espaço em um ambiente de estímulo à leitura, à criatividade e ao contato com a cultura oral e escrita.

Ao longo dos dois dias, crianças, jovens, estudantes, professores e familiares participaram de uma agenda pensada para aproximar o público do universo das narrativas. A proposta foi além do entretenimento e buscou fortalecer o vínculo das novas gerações com a literatura em uma atmosfera acolhedora, interativa e acessível.

Literatura, imaginação e formação de público

Com expectativa de reunir cerca de 400 participantes, o festival se apresentou como uma ação cultural voltada à formação de leitores desde a infância. A programação incluiu contação de histórias ao vivo, oficinas literárias recreativas, palestras, mesas-redondas e atividades pensadas para despertar o interesse pelo livro de maneira sensível e lúdica.

Esse tipo de iniciativa reforça a importância de experiências que colocam a criança no centro da relação com a palavra, com a escuta e com a imaginação. Em um cenário em que o acesso à leitura segue sendo um desafio, eventos desse perfil ajudam a construir repertório cultural desde cedo e dialogam com conteúdos como livro infantil e imaginário afetivo, já presentes no portal.

Programação reuniu oficinas, debates e música

A programação foi desenhada para contemplar diferentes linguagens e faixas etárias. Além das sessões de contação de histórias, o público encontrou oficinas recreativas, encontros formativos e espaços de troca entre educadores, estudantes e famílias.

O encerramento, no segundo dia, ganhou um tom afetivo com apresentação musical de Fred Tavares e um momento especial de leitura de poema, criando uma transição delicada para o fim da programação. A proposta de unir literatura, oralidade, música e convivência reforçou o caráter sensorial do festival e ampliou a experiência do público com o universo narrativo.

Cultura como ferramenta de transformação

A coordenadora geral do projeto, Danielle Bragança, destacou que o festival nasceu do desejo de criar um espaço onde a literatura fosse celebrada e a imaginação pudesse circular com liberdade. Já a curadora Yonara Costa ressaltou o cuidado na construção de cada detalhe, com a intenção de fazer o público se sentir dentro de um verdadeiro conto de fadas.

A dimensão social do evento também apareceu no apoio institucional do Instituto dos Sonhos. Para o fundador e ativista social Rafael Vieira, a iniciativa contribuiu para plantar sementes de imaginação, empatia e amor pela leitura nas novas gerações. O resultado foi um encontro entre cultura, educação e afeto em uma programação que valorizou a escuta, a criatividade e a presença da literatura no cotidiano infantil.

Essa aproximação entre arte, território e construção de narrativas conversa com experiências culturais que também valorizam memória e identidade, como o projeto Cultura na Faixa, que trabalha a potência das histórias e dos repertórios coletivos.

Parcerias ampliaram o alcance do festival

Outro aspecto relevante foi a articulação com escolas da rede pública e organizações sociais, o que contribuiu para ampliar o alcance da programação e fortalecer o impacto do projeto junto ao público infantojuvenil. Ao estabelecer essa rede, o festival conseguiu reunir não apenas espectadores, mas participantes ativos de uma experiência cultural construída para ser compartilhada.

A presença de professores e famílias ao lado das crianças também ajudou a consolidar o caráter educativo do evento. Mais do que assistir a atividades, o público foi convidado a entrar no universo das histórias como parte de uma vivência coletiva.

A leitura como experiência viva

Ao apostar em narrativas clássicas, oficinas e encontros presenciais, o festival reforçou que a leitura não se limita ao livro como objeto, mas se expande em performance, oralidade, escuta e troca. Em vez de tratar a literatura como obrigação escolar, o projeto a apresentou como experiência viva, capaz de despertar curiosidade, sensibilidade e imaginação.

A realização ocorreu com apoio do Governo Federal, do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, política pública que direciona recursos da União para estados e municípios em ações de fortalecimento cultural.

O 1º Festival de Contação de Histórias deixou em São Gonçalo a marca de uma iniciativa que uniu literatura, imaginação e formação cultural em uma programação acessível e gratuita. Ao reunir crianças, jovens, educadores e famílias em torno das narrativas, o evento mostrou como a contação de histórias continua sendo uma ferramenta potente de aproximação com a leitura.

Mais do que dois dias de atividades, o festival consolidou uma experiência de encantamento e escuta que reafirma o papel da cultura na formação das novas gerações. Em tempos de disputas constantes pela atenção do público infantil, projetos assim devolvem às histórias o espaço de encontro, descoberta e transformação.

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