
foto: Fernanda Veloso
O palhaço Patrão, criação do multiartista Alvaro Neto, representa a essência do ser humano traduzida em arte, humor e emoção. Com uma trajetória que mescla influências clássicas do circo, teatro, cinema e HQs, o personagem nasceu em 2008 a partir de uma homenagem e crítica social feita por crianças órfãs de Brasília.
Inspirado em grandes nomes como Chaplin, Jerry Lewis, Oscarito e sobretudo Lowry Landi, conhecido como o palhaço Patusko, o Patrão vai além da caricatura cômica. Ele é um mímico, cantor, dançarino e improvisador, que atua tanto para pequenas plateias quanto em grandes eventos. Sua missão é clara: estar onde o povo está.
A origem e o legado de Patrão
O nome “Patrão” foi escolhido por crianças em situação de vulnerabilidade, revelando uma crítica poética à figura de autoridade. Desde então, o personagem se desenvolveu com forte base na Commedia dell’Arte, assumindo o arquétipo do Doutore em contraponto ao Arlequino, papel vivido por Patusko.
Essa parceria entre Patrão e Patusko encantou públicos até 2019, com apresentações pelo Pueblo Cio da Arte e pelo IACAN – Instituto de Artes e Cultura Alvaro Neto. Mesmo após o falecimento de Landi, o legado permanece vivo nas performances e no coração de seu discípulo.
Técnica, tradição e modernidade
O palhaço Patrão traz uma estética visual marcante, com maquiagem inspirada em Marcel Marceau e figurino que remete aos palhaços clássicos do cinema mudo, como Os Três Patetas e O Gordo e o Magro. Ao mesmo tempo, incorpora referências modernas como Mr. Bean, Chaves e Chapolin Colorado.
Suas apresentações são construídas com piadas inteligentes, sem ofensas ou palavrões, e utilizam recursos tecnológicos como microfones e caixas acústicas quando disponíveis. Quando não há tecnologia, entra em cena a potência da voz e a expressividade da mímica aprendida com seu mestre.
Onde assistir e conhecer mais
As últimas apresentações da dupla podem ser vistas na internet, em registros de projetos sociais, festas e eventos culturais. Alvaro Neto segue com a missão de manter viva a arte circense, levando adiante os sonhos e ensinamentos de seu mentor.
Patrão é mais que um personagem: é um símbolo de resistência artística, emoção e memória.





